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Existe “vídeo raro”? (ouça Pink Floyd com Stéphane Grappelli)

No mundo analógico uma informação pode ser rara. No mundo digital, nunca vai ser rara.

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Esse é o primeiro post de uma série sobre privacidade.

Recentemente tive uma discussão em uma lista de e-mails sobre “vídeos raros”. Como exemplo leia esse artigo falando de um “vídeo raro” ou “vídeo perdido” do Pink Floyd com o Stéphane Grappelli. Minha primeira reação foi de incredulidade: tal gravação seria um fake. Então primeiro eu ouvi a música no YouTube. E continuei achando que era fake: alguém havia imitado o estilo do Grapelli editando a faixa original do Wish You Were Here com um violino. Daí eu fui ler o artigo: interessante, mencionava um depoimento do Nick Mason. Segui o link, e vi um novo vídeo, de uma entrevista com o próprio Mason, dizendo-se muito feliz por essa faixa que era dada como perdida, e que ele considera fantástica, ter sido encontrada.

O primeiro ponto: eu contei essa história para falar sobre “vídeos raros”, ou “vídeos perdidos” (vale o mesmo para “fotos raras”, “músicas raras”). Será que essa versão do Pink Floyd com o Grappelli é perdida? Bom, ela foi dada como perdida, e agora foi encontrada. O mesmo vale para o adjetivo “raro”. Essa versão poderia ser sido rara, mas não é mais. Deixou de ser rara ou perdida quando fui compartilhada da internet, e indexada, e daí tornou-se facilmente encontrável por qualquer pessoa. Eu pesquisei por “pink floyd stephane grappelli” no Google (acentos não importam na busca) e o vídeo está em primeiro lugar na busca. Logo adiante há um link para uma matéria de 2011 na BBC relatando essa descoberta. E na página da Wikipedia sobre o disco, há a informação que o Grappelli participou da sessão de gravação, mas o violino acabou por tornar-se inaudível na versão lançada originalmente. Então as informações sobre a participação do Grapelli em Wish You Were Here (que eu não sabia até hoje) são públicas.

No mundo analógico uma informação pode ser rara. No mundo digital, nunca vai ser rara.

O segundo ponto desta discussão é sobre privacidade. E daí faço o link com esse vídeo que era dado como perdido. Tudo o que você publica na internet, ou que outros publicam com imagens, vídeos ou dados seus é público. E tudo está indexado, facilmente encontrável. Inclusive esse post que estou escrevendo agora. Qualquer informação sobre você na internet está indexada. Tente procurar (ou googlar) o seu nome no Google. Como me disse uma pessoa em uma conversa de café outro dia: “É como se fosse um Big Brother“.

O livro de George Orwell tornou-se profético. Estamos sendo observados, por nós mesmos.

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Luciano Sclovsky

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Programador, aficcionado por tecnologia e apaixonado por Café.

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