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O guarda-chuva, os bugs e o design intencional

Qual a relação entre um guarda-chuva molhado e grudento e o desenvolvimento de software?

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Essa semana foi chuvosa em Porto Alegre, então em meio a uma conversa com uma colega, vi seu guarda-chuva customizado. Um dia talvez tenha tido uma cor mais vívida, mas tornou-se desbotado, e então ela resolveu pintá-lo ao estilo do Pollock. Foi abrir para me mostrar, só que não funcionou. A tinta grudou. Mas a tinta não secou? Perguntei. Secou(#sqn)! A chuva fez a tinta grudar o tecido do guarda-chuva molhado depois de fechado. Mas, depois de alguma dificuldade, finalmente foi abreto, revelando a obra de arte, em tinta obviamente não hidrossolúvel.

E daí você já deve estar pensando, o que isto tem a ver com desenvolvimento de software?

Primeiro, o guarda-chuva não abrir por estar colado é bug ou feature? O desenvolvedor pode em tese decidir que determinada característica do seu sistema, que aparentemente é um bug, passa a tornar-se uma feature. Então este guarda-chuva tem uma nova feature, de colar um pouco, quando tenta-se abrir e ele está molhado, mas depois ele abre. Esse novo comportamento foi adquirido no seu mais recente release, quando a UX foi aprimorada, e tornou-se colorido. Está no manual do usuário, você ainda não leu? :)

E por coincidência eu comprei na mesma semana um guarda-chuva novo, preto, vindo da China. Apóss usá-lo feliz da vida pela primeira vez ele não fechou. Bug! É um modelo compacto, e após fechar o tecido, a haste que deveria recolher-se não fica travada na posição fechada. E eu não consigo transportá-lo dentro da mochila.

Ficou clara a diferença entre bug e feature?

E aproveitando o tal guarda-chuva, vou falar de um assunto que estava pensando em tratar em outro post. Leia esse post aqui de um blog de arquitetura que eu gosto bastante. O autor, Gene Hughson, questiona um comentário de Scott Berkun, que disse os tweets deveriam se limitar ao design original de 140 caracteres, e o usuário não deveria usar complementos para enviar textos mais longos (ou fotos). Gene culmina no argumento que Scott usou mais de 140 caracteres para defender sua ideia! :)

E o guarda-chuva? Da mesma maneira, o fabricante do guarda-chuva ora desbotado poderia dizer que este não deveria nunca ter sido pintado, e desta forma nunca colaria quando molhado. Ora, da mesma maneira do que o Twitter, quem decide o uso do guarda-chuva é seu usuário! :)

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Luciano Sclovsky

Autor do post

Programador, aficcionado por tecnologia e apaixonado por Café.

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